O Cacique - lider tribal.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

notas soltíssimas


:: investimento publico é uma arma poderosa
:: descolonizar, democratizar, desenvolver, (descentralizar)?

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Sobre vinho


http://clubedevinhos.com/artigos/como-servir-vinho

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Programa de Governo do PS.


Consta do plano quinquenal do governo:

"e) Assegurar que Portugal se mantém na fronteira tecnológica na área das renováveis, nomeadamente em:
I) tecnologias para apoiar o lançamento de redes de automóveis alimentados por baterias de ião de lítio laminadas;
II) rede inteligente de distribuição;
III) produção de torres eólicas e sistemas de gestão de parques eólicos;
IV) cabos de alta tensão e transformadores de última geração;
V) capacidade de produção no solar térmico e fotovoltaico;
VI) engenharia e construção de barragens e
VII) indústria de construção com forte capacidade de desenvolvimento na área da eficiência energética;"

O que tem a área das renováveis a ver com uma rede de automóveis alimentados por baterias de ião de lítio laminadas? Ou com os cabos de alta tensão e transformadores de última geracão? Ou com a eficiência energética na construcão?

E sobretudo, porque razão será o governo a definir que estas são as apostas correctas, e não as próprias empresas? Porque não pegar no dinheiro que iria ser utilizado para todas estas iniciativas e cortar nos impostos de todos?

"
n) Terminar, a prazo, com a comercialização de lâmpadas incandescentes de baixa eficiência energética;
"
Porque consta do programa do PS algo que já está determinado pela União Europeia?
http://europa.eu/rapid/pressReleasesAction.do?reference=IP/08/1909&format=HTML&aged=0&language=EN&guiLanguage=en


"w) Garantir a criação de uma rede piloto para a mobilidade eléctrica em Portugal, que assegure uma cobertura adequada para o lançamento da mobilidade eléctrica;"
Esta frase é português?



Li apenas por alto, e imediatamente estas pérolas surgiram. Vou analisar com mais cuidado em breve.

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

TGV


Tenho escrito sobre o assunto TGV de forma solta, e um comentário ao post do Vasco Campilho no 31 da armada que estava a ficar assustadoramente extenso, levou-me a optar por responder aqui e concentrar de certo modo a minha opinião sobre o assunto de uma vez por todas. Para quem quer apenas ler as minhas conclusões pode saltar a exposição do problema.

Para começar, creio que toda a discussão em torno do TGV está absolutamente inquinada pelo próprio nome. Marketing político "oblige", a necessidade de apresentar obras grandiosas e "sound-bytes" simples esconde a essência do assunto, que vai sendo discutida a espaços. Quero acreditar que não há uma ligação ao aspecto comercial, ou seja, o facto de chamar TGV a uma renovação da rede ferroviária nacional não está à partida a considerar que são as empresas responsáveis pelo sistema de TGV francês que vão ganhar o concurso...


Sobre a renovação da rede ferroviária nacional, pontos prévios:
1. Há que analisar duas componentes: técnica e económica;
2. Considerações Económica:
a) o tráfego ferroviário apresenta inúmeras vantagens face a outros meios;
b) é necessário a ligação por via ferroviária à europa para tráfego de mercadorias;
c) portugal tem uma rede ferroviária com muitas deficiências e fraca cobertura;
3. Considerações técnicas:
a) a rede nacional actual tem duas bitolas: ibérica(1668 mm) e métrica(1000mm), incompatível com a rede europeia(1435mm);
b) quanto maior velocidade se pretende, maior o custo de construção por quilómetro;
c) utilização mista de uma linha de AV;
d) ler este documento para saber mais.

Passando à análise de cada um dos pontos supracitados:
2.a) As vantagens do transporte ferroviário são de ordem ambiental, operacionais e estratégicos. Em termos ambientais, podemos assumir que os consumos energéticos serão inferiores ao transporte de uma quantidade equivalente por estrada. Incluo também nesta equação a utilização de solo, inferior para os canais ferroviários ponto a ponto, por comparação, por exemplo, com auto-estradas. Em termos operacionais, e sobretudo a partir de médias-distâncias, há ganhos associados à diminuição do risco (menos acidentes de comboio por contraponto com acidentes rodoviários), a um melhor aproveitamento logístico (a velocidade comercial é, em príncipio superior, menos restrições na circulação, maior segurança e previsibilidade nos horários) e maior automatização dos processos. Finalmente, estrategicamente, há ganhos do ponto de vista tecnológico (peças de precisão e necessidade de pessoal mais qualificado), e, assumindo a electrificação da rede, a possibilidade de diversificar os recursos energéticos (diminuindo a dependência do petróleo externo).

2.b) Dentro ainda dos ganhos estratégicos, a compatibilidade com a Europa é essencial. Para além de politicamente se beneficiar da necessidade de existir um reforço da confiança e construção dos laços com os restantes parceiros europeus, os ganhos de um mercado único só podem ser visíveis com o progressivo aumento das trocas comerciais. Neste aspecto, aproveito para criticar o "sound-byte" político sobre a essência de nos ligarmos à Europa: era necessário distinguir o tráfego de passageiros do tráfego de mercadorias. Embora o primeiro possa e deva existir, manter-se-à irrelevante face à preponderância do tráfego de mercadorias: os tempos de viagem de qualquer cidade portuguesa a qualquer cidade francesa são de longe superiores ao transporte aéreo, e, para passageiros, com custos económicos equivalentes. Tal não se verifica para mercadorias.
Mas é crucial que exista uma ligação ferroviária eficiente à europa.

2.c) O facto de presentemente nos estarmos a focar na rede de Alta Velocidade para passageiros, vem esconder graves deficiências na nossa rede: primeiro ponto: não existe uma única ligação em viadupla a Espanha. Via dupla só entre Braga e Setúbal. Segundo ponto: A maior parte das capitais de distrito estão muito mal servidas, o que indicia muito má cobertura geográfica. A única linha electrificada até à fronteira é Aveiro - Vilar de Formoso, o que implica a utilização maçiça de locomotivas diesel. Ou seja, paga-se o desinvestimento feito durante anos, que devia envergonhar gerações. A modernização da linha do Norte arrastou-se durante anos, e ainda não está completa. Não há efeito de "rede": não há multiplas opções para chegar a um destino, o que acumularia mais passageiros de diferentes localidades.

3.a) É crucial que a bitola ibérica seja progressivamente eliminada em prol de uma bitola europeia. Isto implica mudança de material circulante (as locomotivas existentes hoje em dia têm de ser substituídas ou adaptadas, as carruagens, idem aspas), construção de novas linhas e substituição progressiva das actuais. Mas não só. É necessário cantonamentos automáticos generalizados. Sistemas de controlo de velocidade. Sistemas de sinalização. Electrificação. And last but not least, perfis de linha que permitam maiores velocidades (não forçosamente velocidades elevadas), e mais toneladas por eixo. Todas estas limitações têm de ser tomadas em conta!

3.b) Raramente ouço, quando se fala em TGV discutir as duas componentes: a primeira, o material circulante (locomotiva + carruagens), a segunda a própria linha. Por exemplo, já temos a experiência do Pendular: óptimas máquinas, capazes de velocidades estonteantes, que estiveram a ser sub-utilizadas por limitações da linha. Ao revés, ter uma linha excepcional que é desgastada por comboios que implicam um muito maior esforço e manutenção é igualmente desperdício. Ou seja, se queremos construir uma linha que receba as fantásticas máquinas da Alstom, factores como o raio de curvatura da linha, alinhamento, o perfil, a distância entre vias, etc, implica custos exponenciais para o projecto. Por exemplo, quanto menor o raio de curvatura, maiores os custos com expropriações, menores as opções para limitar a construção de pontes e tuneis. São considerações não desprezáveis, que não se colocam para velocidades inferiores.

3.c) Finalmente, é possível uma utilização mista? Uma interessante discussão sobre os principais problemas pode ser lida na wikipedia (em inglês). As conclusões essenciais são de duas ordens: 1. uma linha mista que permita as mesmas velocidades que uma linha dedicada a passageiros tem de ter pendentes mais reduzidas, logo a construção tem maiores limitações conforme referidas no ponto prévio. 2. A capacidade da linha é fortemente afectada pelo facto de coexistir material circulante a diferentes velocidades.



Conclusões:
Há que decidir, urgentemente, o que é necessário para Portugal. Queremos transporte ferroviário de passageiros em Alta Velocidade, ou uma renovação do transporte ferroviário de mercadorias para a Europa (que permite transporte ferroviário de passageiros a velocidades não AV)? É esta definição que importa e urge fazer.

A meu ver, temos de ser responsáveis e esquecer de vez o transporte ferroviário para passageiros em Alta Velocidade durante muitos anos, e concentrar os esforços em dois pontos:
1. Modernização da infraestrutura existente : electrificação, via dupla, ajustamentos pontuais para permitir maior velocidade e toneladas por eixo;
2. Construção de novos canais em Bitola Internacional, paralelos aos existentes, e ampliando a cobertura geográfica do território;


A minha proposta passaria por vários passos:
1. Construção de troços novos em via simples em bitola europeia, electrificada, e vocacionada para transporte de mercadorias (via mista não AV), com a seguinte prioridade:
a) Sines - Beja - Évora - Elvas
b) Aveiro - Viseu - Vilar de Formoso
c) Lisboa - Évora (- Elvas) [No mapa, várias alternativas de entrada em Lisboa]
d) Porto - Vila da Feira - Viseu (-Vilar de Formoso)



2. Upgrade de vias existentes para as características das anteriores:
e) Linha do Oeste (Aveiro - Coimbra - Leiria - Lisboa)
f) Linha da Beira Baixa (Caldas? - Entroncamento - Castelo Branco - Guarda)
g) Linha do Minho (Porto - Valença)



3. Upgrade de todas as vias não electrificadas para permitir a circulação das actuais composições, com preparação para a nova bitola.

4. Pensar em canais dedicados para passageiros, de AV.


Naturalmente, os comboios AV vindos de Espanha poderão circular nas linhas de mercadorias, simplesmente a velocidade reduzida. A meu ver, o investimento no material circulante deve incidir sobretudo sobre locomotivas e composições de carga, mantendo a abertura para, se em Espanha estiverem interessados em realizar um serviço regular Lisboa - Madrid com as condicionantes necessárias, o poderem fazer. Já agora, é assim que funcionam os serviços internacionais do TGV.

De igual modo, coexistirão durante algum tempo duas redes. Isto permitirá continuar a utilizar o material circulante de passageiros existente e progressivamente adquirir e adaptar novo para as linhas em bitola internacional.


Em sumário, não a um TGV, sim a um plano ferroviário nacional com incidência no tráfego de mercadorias.

Voilá



Um dos problemas desta crise de excesso de envididamento no passado é que ela está a ser resolvida com mais endividamento para o futuro. Os Estados estão a investir para puxar pela economia, a gastar mais com subsídios sociais, nacionalizações, garantias e fundos a empresas. Pior ainda, a redução de cobrança de impostos decorrente do arrefecimento económico desequilibrará irremediavelmente a balança. E neste jogo deficitário e endividado, Portugal está particularmente mal posicionado, por ter agora um dos piores "ratings" da Zona Euro e por ter uma dívida externa já tão elevada.


Explicado de forma simples e eficaz. Está em jogo o futuro.

É complicado encontrar um ponto de balanço entre investimento público e deixar a economia funcionar, e infelizmente creio que em Portugal este governo está a gastar como se não houvesse amanhã. Melhor, a meu ver, seria a redução da carga fiscal (em vez da atribuição de subsídios discricionários, com o mesmo efeito, a quem tem influência), o corte orçamental prioritarizado (a começar por todas as áreas que contribuam para o défice externo), a eliminação de determinadas barreiras alfandegárias no mundo lusófono.

E sobretudo, é chegada a hora de ter gente de carácter à frente dos destinos de Portugal.

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Sócrates


"Sócrates não é o coveiro da pátria. É sim o ilusionista deste circo chamado Portugal."


Helena Matos, no Blasfémias.

Quinta-feira, Novembro 06, 2008

Pergunta inconveniente.


Porque carga de água é que uma pessoa que trabalha, luta, é excelente naquilo que faz, e é de herança mista, é considerada "mais um negro a quebrar uma barreira"?

Afinal, é tão preto, como branco, como mestiço. A fórmula 1 está cheia de brancos do mesmo modo que o atletismo está cheio de pretos. E mestiços, amarelos, azuis, côr-de-rosa. Para quê?

Para mim, Lewis Hamilton não passa de britânico, com origens de que se pode orgulhar um pouco por todo o mundo. Como eu em Trás-os-Montes e no Douro. E não passa de ser um dos melhores pilotos de Fórmula 1 de sempre. Querer dar-lhe mais do que isso é menosprezar a sua grandiosidade.

voilá.

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Um pouco mais de seriedade, sff.


"Pode estar em curso uma tentativa de depor um regime estrangeiro", disse o Presidente norte-americano. "Isso é inaceitável no século XXI."



Estivesse caladinho e fizesse apenas o que lhe mandam, já chegaria.

Domingo, Junho 15, 2008

Notas do encontro Startracker


Hotel Bellevue, Bern, 14 Junho 2008

As minhas interpretações do que foi dito.

Carlos Sardinha: diferença dos portugueses para restantes povos, o coração.
Aspectos positivos: altruísmo, vontade férrea, persistência
Impacto potencialmente negativo: inveja.
O desemprego residual na Suiça é a razão para a força da economia. Exige respeito da parte dos empregadores para com os seus empregados e aumenta os salarios automaticamente. Isto consegue-se a partir de flexibilização: tem de ser possível despedir.

Tiago Forjaz: mudança de paradigma. Não há emigrantes, ou expatriados, há uma diáspora. Não somos um país, somos um povo, e há que quebrar a mútua desconfiança entre portugueses e a sua diáspora.
The term diaspora (in Ancient Greek, διασπορά – "a scattering or sowing of seeds") refers to the forcing of any people or ethnic population to leave their traditional homelands, the dispersal of such people, and the ensuing developments in their culture.

Encontrar o que nos une: altruísmo, humildade, vontade, e construir ligações de entre-ajuda mesmo se indo contra a cultura e o fazendo mais superficialmente (vide: americanos)


Outras notas:
interessante reflexão sobre as assimetrias regionais e a necessidade de descentralização, embora me pareça ser um problema já bem definido.
O potencial de Moçambique, onde por comparação com Angola, há uma maior proximidade afectiva com Portugal e necessita mais de investimento estrangeiro. Grande potencialidade agrícola.

Terça-feira, Abril 29, 2008

Ponto de situação


- Não acho que exista uma correlação directa entre o alegado Aquecimento Global e a intervenção do homem;
- Acho que o mercado decide melhor que os políticos;
- Defendo a liberdade de que cada um faça os disparates que o afectem, sem que com isso afecte outros;
- Sou contra o aborto, aceito reticentemente o status quo da despenalização criminal;
- Sou regionalista extremo: defendo a soberania ao nível do bairro (sem ironia);
- Defendo que as razões para tomar opções devem ser económicas: por exemplo, investir na ferrovia para minimizar a dependência de recursos energéticos exteriores;
- Acho que é mais provável ganhar 3 vezes o euro-milhões do que um buraco negro engolir a terra por causa das experiências ciêntificas do CERN;
- Sou a favor da tradição: as matanças do porco não me afligem, nem rissóis fritos em óleo de há 10 dias. E acho que se devem realizar as touradas, sem grandes tragédias.

Sábado, Abril 19, 2008

PSD (2)


O PSD tem uma oportunidade de ouro para se livrar de barões e elites, das bases truculentas, e injectar sangue novo, formado fora do actual pântano político nacional.

E, essencialmente, o PSD precisa de não ostracizar quem está pelo partido: É hora de uma fagocitose cuidada. Os caciques não são maus, assim como o não são os barões.

PSD (1)


O problema do PSD é que as elites deixaram de ir ao circuito da carne assada, e que as bases deixaram de ler as elites.

Portugal precisa do PSD reencontrado.

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Paz, Pão, Povo e Liberdade


todos sempre unidos no caminho da verdade

Canta povo canta
por um portugal em paz
por uma democracia
por um nascer de um novo dia
Canta povo canta
trabalhando pelo pão
com toda a tua vontade
tu ganhaste a liberdade

Paz pão povo e liberdade
todos sempre unidos no caminho da verdade

canta povo canta
canta sempre e sem temer
no caminho da vitoria
para fazer a nossa historia

tens a liberdade
dá a mão ao teu irmão
pelo bem da nossa gente
construindo sempre em frente

Segunda-feira, Março 10, 2008

Uma política de transportes.


Ferrovia:

Passageiros-
1. Todos os concelhos com mais de 30000 habitantes devem estar ligados por via férrea dupla electrificada, e uma estacão deve estar presente num local central e de fácil acesso, preferencialmente na freguesia mais populosa.

2. As ligacões entre dois concelhos com mais de 30000 habitantes devem passar preferencialmente pelos concelhos vizinhos mais populosos.

3. Se a ligacao entre os dois pontos com mais de 30000 habitantes mais próximos atravessar municipios com mais de 15000 habitantes, deve ser considerada a instalacão de uma estacão. Se a ligacao atravessar municipios com mais de 10000 habitantes deve ser considerada a instalacao de um apeadeiro.

Mercadorias-
1. Ligacao por via dupla electrificada á rede entre os principais pontos de acesso internacional: Portos de mar com movimento superior a (Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal, Sines), Aeroportos internacionais (Porto, Portela, Alcochete, Faro, (+Beja,+Braganca)), Ligacoes Ibéricas (Vigo, Salamanca1(Douro), Salamanca2(Vilar de Formoso), Badajoz, Huelva)

2. Eventuais ramais de acesso a zonas industriais são responsabilidade das empresas em conjunto com os concelhos onde estão instaladas.


Utilizacao:
A utilizacao da linha deve estar sujeita a um esquema similar a utilizacao da Rede Electrica Nacional, permitindo utilizacao de equipamento compativel.
1. A CP, Caminhos de Ferros Portugueses deve assegurar um servico regular entre cada cidade com mais de 30000 habitantes, com uma estimativa da deslocacao de 2% da populacao em termos diários (minimo 600 passageiros/dia).
2. A CP deverá facultar um servico directo aos dois pontos de 30000 habitantes mais próximos, e um indirecto com paragem em eventuais pontos intermédios.
3. O aluguer da linha deverá ser facultado para transporte de mercadorias e passageiros.

Terça-feira, Maio 16, 2006

Aprender com quem sabe


É preciso (também) que se demonstre que que essa redução de despesa não é feita à custa dos impostos daqueles que pagam os preços mais elevados pelos serviços públicos que recebem. Uma reforma para ser liberal tem que baixar a despesa pública reduzindo os serviços públicos aos contribuintes que os pagam ao preço mais baixo.

Joao Miranda, Blasfemias


Uma frase para guardar para o futuro: Quem sao os contribuintes que pagam servicos publicos ao preco mais baixo? Ou de igual modo, quais sao os contribuintes que tem acesso a um maior numero de servicos publicos?

Acho que se impunha fazer uma analise ABC (se preferirem, Pareto) nos servicos publicos: 10%, 20%, 70%. Supondo que pagamos impostos de forma equitativa (esta simplificacao e perigosa e leviana, mas para o caso, irrelevante, se necessario justifico mais tarde), 10% dos recursos sao utilizados por uma maioria da populacao, 20% por um numero intermedio e 70% por um numero diminuto. Embora os numeros possam ser exagerados, o meu wild guess:

A . Ensino Primario, Saude, Vias de Comunicacao;

B . Administracao Interna, Justica, Defesa;

C . Elite Cultural (producoes e afins), Subsidios Agricolas;


E, aparentemente, a analise falha. Pois. Falharia se nao houvesse sobreposicao: quem tem Justica e Proteccao Civil, tem Ensino, Saude e Vias de Comunicacao. Quem tem Cultura e Subsidios, tem Justica, Proteccao Civil e tudo o resto...

Pois.

Terça-feira, Março 21, 2006

Curioso


Numa das habituais deambulacoes de conversa, um amigo polaco pergunta de forma mortal: "Are there any dialects in Portugal"?

Segue-se o breve trecho:

M. : No.
Eu e T.: Yes!
Eu : Well, it's not just a dialect, is almost a language on it's own.
M. : That's true, is from an area in the north of Portugal, near a city called Miranda do Minho.
Eu : (palavras sufocadas)
T. : Yes, Minho, keep on Miguel.
Eu : (depois do sufoco, com olhares indignados) No... it's in Miranda do Douro...
T. : Oh (verdadeiramente arrependido, e envergonhado), I really thought it was in Minho.
M. : Yes, me too...
Eu : You really broke my heart...


Bom, e acontece. a geografia nao tem de ser o forte de todos. Contudo, na minha ansia de mostrar as terras mais reconditas de Tras-Os-Montes, tenho a brilhante ideia de procurar no "Via Michelin" os caminhos recomendados, mais curtos, e mais rapidos de Lisboa para Miranda do Douro.

O espanto nao e assim tanto. Ainda assim, um ninho pequeno de revolta persiste dentro de mim. Sei que esta planeado, para as calendas gregas, uma ligacao decente. Mas para ja, a Via Michelin, a partir das catalogacoes existentes, sugere a passagem por Espanha para nos dirigirmos ao fim do nosso pais...

Um pais esquecido?

Nota: Do porto para Miranda, os caminhos recomendados passam tambem por Espanha... Miranda do Douro, a historica Miranda:

http://www.revistaiberica.com/Rutas_Y_Destinos/Portugal/miranda.htm
http://www.cm-mdouro.pt/visita_concelho/visita_index.html

Segunda-feira, Março 06, 2006

MAMA


Gosto de causas perdidas. Das modificadas, em particular.


mAMA (maradona Ao Mundial da Alemanha)


Este blog subscreve entusiasticamente. Agradecido. Veneramos maradona.

nota: Creio que esta causa se arrisca a tornar um marco na historia da blogosfera: esta a adquirir porporcoes alarmantes (o que e bom) Dentro de 50 anos, a historia contar-se-a assim:

1 - Criacao da Coluna Infame;
2 - Criacao do Abrupto;
3 - Extincao da Coluna Infame;
4 - Micro-causa para os estudos da TGV e OTA;
5 - Biltre vai ao Mundial atraves de movimento impulsionado pela blogosfera;

Nota: acontecimento honorifico: JCD contiua por ai...


Sábado, Fevereiro 18, 2006

Adeus


E até ao nosso regresso: Estamos na próxima semana em Sankt Moritz. Orgulhosamente capitalistas.




Este blog não termina por aqui.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

A minha opinião


"They want to test our feelings," protester Mawli Abdul Qahar Abu Israra told the BBC.

"They want to know whether Muslims are extremists or not. Death to them and to their newspapers," he said.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Descomprimir do dia duro...


"O povo votou e expressou a sua vontade". Mário Soares

Não, dr. Soares, não. Permita-me a correcção:
Os eleitores portugueses votaram e expressaram as suas vontades.

É que faz toda a diferença.

Pintoff (http://oinsurgente.blogspot.com

A todos


Os que dizem que Cavaco não é popular, uma nota:

Em 2001, Sampaio ganhou com 27,5% dos inscritos.
Em 2005,o PS com 29,3% dos inscritos.

Waldorf (http://marretas.blogspot.com)



Cavaco ganhou com cerca de 31% dos inscritos. E juntou mais votos que o PS nas recentes eleicões legislativas. Embora não goste de comparar o incomparavel, são factos.

Que grande reportagem!


O próprio reconhece esse «cansaço» dos portugueses, em relação à sua pessoa, numa entrevista concedida a Carlos Vaz Marques, da TSF, o ano passado, por ocasião do lançamento do segundo volume da sua Autobiografia Política. «Temos de ter a sabedoria de, quando passa um certo tempo, nos retirarmos da política. Porque o que o eleitorado começa a valorizar, acima de tudo, é a palavra mudança», diz.

Domingo, Janeiro 22, 2006

Eu me confesso.


http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=328467


E a todos os incautos recomendo esta leitura. Do príncipio ao fim.

Sábado, Dezembro 10, 2005

Pequeno contributo


Para a concórdia: Deixo um alemão e um polaco a falarem longamente.

As feridas já sararam... Discutem informática.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Nada Surf.


Trying the way back to my nineties.


Nota: As únicas palavras em toda a minha vida que fizeram sentido eram 10. 2 num título. 1 palavra podia ser decomposta em 3, ligadas por hífen. Perfazia 12, portanto. 43 letras. Mais dois hífens. 46 caracteres se contarmos com o ponto final, 54 contando os espacos. Apenas Deus sabe o quanto significaram. Na vida, as coisas mais importantes encontram-se entre o vácuo.

Quarta-feira, Novembro 30, 2005

Ele há dias...


...em que o insulto gratuito anda na ponta da língua. Em que apetece dizer nomes muito feios. Soltar um vernáculo poderoso que remexa as entranhas de quem o merece ouvir.

Obviamente, o julgamento parte de mim. Sabendo-me falível, abstenho-me de concretizar os pensamentos indefectíveis sobre o carácter.

Mas que está por aqui a vontade, está. É que já nem me importa o berro silencioso que me apetecia mandar...

Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Reposnsabilidade civil


Adenda
Paulo Pedroso tem obviamente direito a ser indemnizado pelos elevados prejuízos que lhe foram causados em toda esta ordália. Dada a culpa grosseira -- para não falar em dolo -- do Ministério Público e demais intervenientes neste processo, devem ser eles, e não o Estado, a suportar pessoalmente essa reparação financeira. A sua irresponsabilidade funcional e profissional não deve ser premiada pela irresponsabilidade civil...



Creio que deve ser José Sócrates, Vital Moreira, e os demais defensores da construcão do aeroporto da Ota a suportar pessoalmente a reparacão financeira do povo português pela irresponsabilidade funcional, profissional e civil que representa tal investimento.


Parabéns a Vital Moreira, por finalmente abracar as causas liberais!

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Amén!


Cada molécula de CO2 que evitarmos enviar agora por conta de medidas como as de Kyoto, é bom que se perceba, é desinvestimento que se faz noutras áreas importantes para a manutenção do equilibrio ecológico e a protecção dos valores naturais do planeta tal como o recebemos. É esta realidade que os demagogos kyoteanos anti-capitalistas omitem. Não porque sejam mentirosos ou mal intencionados (graças a deus, de boas intenções estão todos a vomitar), mas apenas porque não sabem. E não sabem porque não percebem. Não percebem porque não se interessam. Não se interessam porque vivem cegos nesta bolha merdosa que é o seu mundo imaginado de defesa de uma certa ideia de Esquerda absolutamente comatosa e putrefacta, unicamente constituida de posições avulsas reactivas a uma certa ideia de Capitalismo que odeiam, com e sem razão, independentemente de conseguirem ou não articular algo de novo e practicável.


Suponho que o biltre se esteja a preparar para fazer um livro. Ou se calhar apagou mesmo os textos que já escreveu. Apagar, apagar. Apagar mesmo.

Por isso é que tenho de fazer aqui uma colectânea das melhores pérolas.

Com os argumentos do João Miranda, e com a capacidade de insulto do maradona, chegaremos lá! Chegamos, chegamos.

E porque nunca é demais realcar:

Não se interessam porque vivem cegos nesta bolha merdosa que é o seu mundo imaginado de defesa de uma certa ideia de Esquerda absolutamente comatosa e putrefacta, unicamente constituida de posições avulsas reactivas a uma certa ideia de Capitalismo que odeiam, com e sem razão, independentemente de conseguirem ou não articular algo de novo e practicável.


Só mais uma vez:

o seu mundo imaginado de defesa de uma certa ideia de Esquerda absolutamente comatosa e putrefacta



Isto, meus amigos é poesia!!

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Sobre fogos.


Afinal... tanto pânico, tanta rebaldaria, tanta indignacão?

Onde estão agora?

Quarta-feira, Setembro 21, 2005

If it works


Sobre a discussão dos problemas de Kyoto, ambientais, do preco do petróleo, liberalismo, iniciativa privada e iniciativa pública.

E sobre a concretizacão de utopias, ou transicões... Serão as coisas simples que poderão mudar o mundo???


Gosto do Bill Gates, embora us Linux, e espero sinceramente que este senhor se torne o mais rico do mundo... Não me incomoda nada que ele seja muito mais rico do que qualquer comum mortal.


Altamente recomendável, este artigo.

Terça-feira, Setembro 20, 2005

Frio Siberiano


L'école du Lignon a fermé
Parrainage

Publié le 20 septembre 2005

Les classes de l'école du Lignon, dont la température ne s'élève pas à plus de 15 degrés, ont fermé. 450 élèves d'enfantine et de primaire ont ainsi pu quitter les bancs sibériens de l'école et regagner leurs chaleureux domiciles, la municipalité n'ayant pour l'instant pas jugé utile d'enclencher les radiateurs. La réouverture de l'école cet après-midi dépend de la bise, qui pour l'instant n'a pas l'air de faiblir. Une permanence a été organisée pour les enfants dont les parents ne sont pas à la maison. (fk/tdg.ch)

Domingo, Setembro 18, 2005

Alemanha.


Graças a uma campanha curta e intensa e a tudo a que está em jogo neste sufrágio os alemães deverão participar massivamente nas eleições estando prevista uma taxa de participação superior aos 82, 2 por cento de 1998, ano em que Schroeder chegou ao poder


Joga-se o futuro do motor da Europa... estofos e carrocaria sao apenas faits-divers...

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Pois, evidentemente!


"Os alunos do primeiro ciclo não precisam só de aulas curriculares, mas também extra-curriculares, como o inglês, as novas tecnologias, a matemática, o ensino artístico e o acesso ao desporto", ou seja, de uma escola a tempo inteiro", referiu Sócrates.


Calculo que a aposta curricular seja no Português... de facto, uma sociedade com a Matemática no currículo não é moderna, social, inovadora.


São gaffes, é certo... Mas que demonstram bem, genuinamente, a verdadeira essência. Para que é preciso a Matemática, se todo o socialismo é ilógico?? Pessoas que dominem as ciências exactas tornam-se perigosas...

Domingo, Setembro 04, 2005

Cavaco Silva.


Por adquirido, toda a gente tem a candidatura do antigo primeiro-ministro.

Gostava que ele não se candidatasse, para que o país de esquerda que temos ficasse finalmente confrontado com o que deseja: Soares, Louça e Jerónimo de Sousa.

Como representante de uma direita que não existe, escolheria Manuela Magno ou Manuel João Vieira. Cidadãos com livre inciativa, despegados de aparelhos partidários e jogadas políticas. O liberalismo no seu estado puro.

Se se confirmar o que toda gente tem por adquirido, então Cavaco Silva contará com o meu voto. Por ter sido o último líder no nosso país, a par de Rui Rio e Manuela Ferreira Leite, a quem já prestei vassalagem por diversas vezes. Não pela lógica de aparelho, mas pelo partido plural que era o PSD.

Partido convertido ao caciquismo, ultimamente, segundo creio... espero que Cavaco se candidate com total independência.

Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Causa Vossa


ninguém pode duvidar, porém, de que Soares goza de uma inigualável capacidade de atracção no campo da cultura, das artes, da literatura, da ciência, do trabalho, etc., que em muito supera o previsível maior apelo de Cavaco Silva entre empresários e gestores. O que, aliás, corresponde ao diferente perfil, humano e político, dos dois candidatos: "diz-me quem te apoia, dir-te-ei quem és»...


Vital Moreira foi certeiro, como sempre é, mas, inexplicavelmente, como na generalidade das suas afirmacões, desconcertador.

Repare-se que Mário Soares é o candidato das áreas subsidiadas, as que funcionam com mais intricados esquemas, as que mais utilizam compadrio, as que não estão clarificadas. Cavaco o candidato das áreas que geram riqueza.

É esta inexplicável dicotomia que não compreendo! Como se pode considerar o apêndice, aquilo que apenas surge quando existe riqueza, o mais importante num momento como aquele perante o qual estamos colocados? Se olharmos, historicamente, as épocas em que as artes, a cultura, a literatura foram mais significativas, corresponderam a momentos em que existia bem-estar e riqueza nos restantes campos: Antigo Egipto, Grécia, Roma, o neo-classicismo, o iluminismo, etc, etc... Não era o maior investimento das épocas correspondentes: era o que sobrava da riqueza produzida!

Não estamos num período em que a arte e a cultura devam ter o destaque, o relevo, a prioridade em frases e financiamento. Repare-se que não existiu sequer o cuidado de Vital Moreira de colocar a ciência á frente da cultura, das artes, da literatura... Mesmo que tenha apresentado como apoios mais significativos, em adenda, cientistas.

Revelador do que representa esta candidatura!

Quarta-feira, Agosto 31, 2005

Representativo


No público, sobre a apresentacão da candidatura de Mário Soares:

Hoje, Mário Soares subirá à tribuna, pelas 18h00, num hotel de Lisboa, para fazer a única intervenção prevista para a cerimónia.

A assistência será maioritariamente composta por "figuras públicas dos espectáculos, cultura, desporto e televisão", segundo disse à Lusa uma fonte da candidatura.


No fundo, as pessoas que verdadeiramente governam o país. Os que dão votos. Os 'vips'. Pessoas dos espectáculos, da cultura, do desporto e televisão. Pessoas que sofrem o dia-a-dia do trabalho árduo, das dificuldades empresariais, dos flagelos climáticos sobre a agricultura, com a diminuicão de quotas, etc, etc...

Representativos dos portugueses. É esta a opcão. Nada que me espante.

Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Ainda sobre fogos florestais


Até há alguns anos, estive envolvido em actividades de Vigilância Florestal, enquanto escuteiro e participando num programa do IPJ.

Uma situacão que ocorreu, e que pretendo descrever corrobando os comentários de João Miranda, foi um incêndio mesmo ao lado da torre de vigilância. Situando-se num local densamente arborizado, e apesar do alerta imediato, a área ardida em torno da torre foi extensa. O meu turno era, nesse dia, das 22h da noite até ás 6h da manhã, após o fogo ter sido extinto.

Ao longo da noite, pude testemunhar a forca dos reacendimentos: Não era, ao contrário do que tantas vezes se denuncia, mão criminosa a provocar os reacendimentos que tantas vezes originam novos incêndios: a forca das brasas era tal que ressurgia com um bocadinho mais de vento, com o subito aparecimento de material inflamavel etc...

Apenas mais um dado para acrescentar a uma extensa discussão.

Quinta-feira, Agosto 25, 2005

Pois sim


Nesse sentido, o ministro já contactou o Governo alemão, disponibilizando-se para fazer regressar os seus helicópteros devido às "cheias graves" verificadas naquele país.


Sinceramente, alguém acredita que há falta de meios na Alemanha para combater as cheias?? É desconhecer a realidade...

Um local interessante para comparativos, meanwhile:
http://www.nationmaster.com


PS: Entretanto: Os partidos vão gastar 100 milhões de euros na campanha... Falava-se aqui há dias de uma factura da metro do porto no valor de 174 milhões...

Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Quick quick, open your mind!!!


Seleccão de um excerto da entrevista publicitada pelo João Miranda no blasfémias:

«A limpeza da floresta é um mito»

Entrevista ao Arquitecto Ribeiro Telles sobre incêndios:

«A limpeza da floresta é um mito»

O arquitecto paisagista explica como se deve reordenar a paisagem portuguesa depois dos incêndios. Sem pinheiros nem eucaliptos

Alexandra Correia / VISÃO nº 545 14 Ago. 2003

(...)

V: A excessiva divisão do território (em meio milhão de proprietários) dificulta as limpezas florestais?

GRT: A limpeza da floresta é um mito.

O que se limpa na floresta, a matéria orgânica? E o que se faz à matéria orgânica, deita-se fora, queima-se? Dantes era com essa matéria que se ia mantendo a agricultura em boas condições e melhorando a qualidade dos solos. E, ao mesmo tempo, era mantida a quantidade suficiente na mata para que houvesse uma maior capacidade de retenção da água. Com a limpeza exaustiva transformámos a mata num espelho e a água corre mais velozmente e menos se retém na mata, portanto mais seco fica o ambiente.

V: Se as matas estivessem bem limpas ardiam na mesma?

GRT: Ardiam na mesma e a capacidade de retenção da água não se dava, passava a haver um sistema torrencial. A limpeza tem que ser entendida como uma operação agrícola. Mas esta floresta monocultural de resinosas e eucaliptos, limpa ou não limpa, não serve para mais nada senão para arder. Aquela floresta vive para não ter gente. Se houvesse lá mais gente aquilo não ardia assim.

Servico Público


Os links para a opinião de João Miranda sobre os incêndios... Os que considero mais relevantes a bold.

http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/portugal-tem-floresta-mais-ii.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/o-que-que-antnio-costa-podia-ter-feito.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/leituras-recomendadas.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/leitura-recomendada-ii.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/orgulho-na-asneira.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/leitura-recomendada-ii_10.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/at-os-suspeitos-de-fogo-posto-so.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/antnio-costa-quer-acabar-com-o-servio.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/boas-frias.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/governo-2-oposio-1.html
*http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/leitura-recomendada_112437899609261125.html*
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/estado-seguradora.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/estado-seguradora-ii.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/mapa-mundial-dos-incndios-9-de-agosto.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/vegetao-da-pennsula-ibrica-16-de-junho.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/mapa-topogrfico-da-pennsula-ibrica.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/um-desgnio-dois-desgnios-trs-desgnios.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/2003-versus-2005.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/costa-confessa-que-afinal-h-falta-de.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/3-solues.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/florestas-portugal-versus-espanha.html

http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/estado-mximo-cobertor-curto-ps-frios.html

http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/estado-mximo-cobertor-curto-ps-frios_23.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/estado-mximo-cobertor-curt_112479938590722992.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/estado-mximo-cobertor-curto-ps-frios-v.html
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/08/incndios-na-tegio-centro-2003-vs-2005.html


E, antes:

Sobre uma discussão que tive recentemente


Em que se defendia que o Estado tinha de limpar as suas próprias matas:

Salientando o facto de actualmente 90 por cento da floresta ser privada, havendo "uma enorme percentagem que não é limpa", o chefe de Estado defendeu, a título pessoal, que "está a chegar o momento de equacionar" a aplicação do princípio da obra coerciva à limpeza das florestas, "tal como acontece com os prédios nos aglomerados urbanos".


Tal resolvia-se facilmente: Acabem-se com os subsídios á replantacão... Se ardeu, culpa de quem não limpou.

E se houve casas que arderam, avalie-se: foram construidas no meio da floresta, ou já existiam e plantaram-se florestas perto delas?

O desconhecimento profundo da realidade, a indignacão súbita por uma cidade ter sido atacada por fumo negro, vai levar a que alguns iluminados transformem leis absurdas em reais. Estou á espera que elas surgam, já que é díficil para mim imaginá-las antes de surgirem...

Sim, tenho a certeza que as ideias absurdas vão surgir. O meio de combate aéreo num protocolo Franca-Portugal é o mais "amusing" até ao momento...

Por vezes, defendo uma ou outra causa, entre amigos.


Algumas conclusões valem a pena ficarem registadas. Sempre disse que a gestão da Metro do Porto (e digo gestão corrente, não política), era um modelo que devia ser mais vezes seguido em Portugal. Não conheco em detalhe, mas os resultados estão á vista.

Por vezes procuram denegrir a minha defesa da eficiência das pessoas do Norte. Não digo que sejam melhores do que outras, mas simplesmente, considero que as pessoas do resto do país seriam igualmente eficientes se recebessem menos dinheiro. Entre eles, os subsídios de re-florestacão que não sejam propriamente utilizados.

Voltando á Metro do Porto:

> chegaste a ler?
>
> La se foi a tua teoria, ja podes queimar a bandeira e admitir que nao ha nenhuma obra publica bem excutada em portugal. Tanto denfendias a gestao do metro do porto que agora aparece isto. So sao 84 M de euros a mais. Esse dinheiro dava para quantas obras em Portugal??
>
>
> *_Factura da Metro do Porto à Normetro quase que duplica
> _*//
>
> *A Metro do Porto vai pagar 174 milhões de euros ao consórcio construtor da rede de metropolitano da região. Montante superior aos 90 milhões de euros anunciados em Abril por uma comissão arbitral que analisou os atrasos e as alterações ao projecto inicial. *
>
>
> Segundo noticia o Público desta quarta- feira, o júri presidido por José Miguel Júdice calculou aquele valor a preços de 1996 e não condenou a Metro ao pagamento da indemnização com juros e actualização de preços.
>
> Como esta formalidade está prevista no regime jurídico do contrato de empreitada, a factura passou para os 121,7 milhões de euros.
>
> A este valor serão adicionados 52,3 milhões de euros para pagar os prémios definidos no contrato inicial pelo cumprimento de prazos.
>
> No total, estão em causa 174 milhões de euros, pouco menos que os 178,8 milhões provisionados pela Metro do Porto para o exercício de 2005 para fazer face a este contencioso.
>
> 10-08-2005 9:05:14



Recebido este e-mail apressei-me a dar a minha visão da leitura:
" No total, estão em causa 174 milhões de euros, pouco menos que os 178,8 milhões provisionados pela Metro do Porto para o exercício de 2005 para fazer face a este contencioso."

Se já estavam previstos, significa que não há má gestão. Má gestão seria não saber o que se gasta, onde se gasta, e como se gasta... Se este dinheiro todo é para obra ("por uma comissão arbitral que analisou os atrasos e as alterações ao projecto inicial. ") então não foi gasto em casas de banho e afins, como acontece em determinados gabinetes de ministros.

A questão é simples para o gasto de 174 milhões de euros a mais (se leres bem, não há 84 milhões de euros a mais, foi apenas a comissão que se enganou, e não a metro do porto): alteracões ao projecto e imprevistos:

1. Duplicacão da linha da Póvoa;
2. Escavacao mais complicada do que o previsto (como mecânico deves saber que escavar em granito não é muito fácil), o que levou á utilizacão de uma tuneladora diferente na linha D; Isto ao mesmo tempo em que se fez cerca de uma dezena de estacões subterraneas, de forma eficiente: Se fores ás estacões do metro do porto, são práticas, e não têm nada da exuberância das de Lisboa...
3. O Euro 2004 obrigou a que fosse dada uma atencão á linha de Campanhã que não estava prevista. Logo, horas extraordinárias, logo mais dinheiro.


Ah! Já para não falar do tempo que se está a perder em torno do Hospital de S. João... mas nem vou dizer nada...



Bom, resposta impulsiva mas que encerra muito do que é a realidade: a gestão da metro do porto tem sido competente e eficiente. As únicas opcões erradas devem-se a razões políticas, como é o facto de algumas linhas estruturantes serem adiadas, por discussões inócuas, e ataques indevidos. Tais como críticas por parte do governo central injustificadas.

Esperamos apenas que o sucesso do metro seja adequado ao trabalho desenvolvido até ao momento. Estou certo que será, e que esta nova via estruturante do Grande Porto o tornará em breve a primeira cidade portuguesa a acompanhar as cidades pujantes de média dimensão europeias...

Terça-feira, Agosto 23, 2005

Pois, tenho andado esquecido


Pelos vistos, tive mais que fazer naquela semana longínqua. E em vez de me preocupar com o que devia, andei a despreocupar-me. Estou acordado. Custou, mas acordei.

Falava eu do seguinte modo:
Como mudar? Vou escrever durante esta semana medidas concretas. Justiça, Educação, Defesa Nacional, Negócios Estrangeiros, Saúde, Finanças. E basta. Não precisamos de falar de mais.


Não foi naquela semana, é por estes dias em que despertei para o que verdadeiramente interessa: deixarmos o mundo um pouco melhor do que o encontramos.

Espero desta vez cumprir.

Os fogos...


Um objectivo:

Fazer um compêndio de tudo o que João Miranda disse no Blasfemias.

É a minha humilde contribuição.

Faço notar que, quando era pequeno atravessava o Marão a caminho de Trás-Os-Montes. Esta serra tremenda foi um dia consumida. O que era do lado de cá, ficou reduzido a plantações que continuam a arder.

Ao passar o Alto de Espinho, já em território de quem manda (Para lá do Marão, mandam os que lá estão., mas isto são outras conversas), ficava a mais bela floresta que algum dia conheci... Valia a pena parar na borda da IP4, só para admirar a frescura e vivacidade dessa vegetação.

Eventualmente, há-de arder. Já não se lida com criminosos do mesmo modo. Não sou contra a presunção de inocência, mas creio que quando provado, deviam existir exemplos claros e vivos do que custam á sociedade.

E avançamos para temas que interessem. Todo este fogo terá feito esquecer os problemas mais prementes: Já ninguém se lembra que paga 21% de Iva sobre todos os produtos. Toda a gente se esquece que o governo deseja investir num projecto absurdo, denominado Aeroporto da Ota. Todos os meios de comunicação social que leio (basicamente, limitado aos que passam notícias na internet, mas reflexo claro do que se passa nos restantes), parecem passar um pano sobre responsabilidades e prioridades na sociedade portuguesa.


Não vai ser fácil... E estou prestes a senti-lo na pele...

Sexta-feira, Agosto 05, 2005

A minha contribuicão


Já que não tenho tempo para mais...

MICRO-CAUSAS:
PODE
O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA
QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM
DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?

"Respeito
muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a
especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de
soluções.
"
(Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)

Quarta-feira, Agosto 03, 2005

Um blog político transformado para receber letras de cancões.


Dream dream lover
Dream dream lover
Every night I hope and pray
A dream lover will come my way
A girl to hold in my arms
And know the magic of her charms
Because I want a girl to call my own

I want a dream lover
So I don't have to dream alone
Dream lover where are you
With a love oh so true
And a hand that I can hold
To feel you near when I grow old
Because I want a girl to call my own

Someday I don't know how
I hope you'll hear my plea
Someway I don't know how
She'll bring her love to me
Dream lover until then
I'll go to sleep and dream again
That's the only thing to do
Until my lover's dream come true
Because I want a girl to call my own

Oh?I got to hold on (someway)
But I don't know how
She'll bring her love to me
Her love to me
Dream lover until then
I'll go to sleep and dream again
That's the only thing to do
Until my lover's dream come true
Because I want a girl to call my own

Dream dream lover
Dream dream lover



Não, não estou apaixonado. Continuo a preocupar-me com o metro, e o aeroporto da Ota, e o TGV, e a luta liberal-estadual, e com a qualidade da água, e com a poluição e com isto e aquilo!

E vou-me para genéve..

Que pena...


Não poder colocar música a sério no blogspot... Obrigar toda a gente a tomar a colher de mel que Francoise Hardy injecta em todos nós:

Tous les garçons et les filles de mon âge
Se promènent dans la rue deux par deux
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux
Et les yeux dans les yeux
Et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux
Sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule
Dans les rues, l'Ame en peine
Oui mais moi, je vais seule
Car personne ne m'aime.
Mes jours comme mes nuits
Sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis
Personne ne murmure je t 'aime à mon oreille

Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce qu'aimer veut dire
Et les yeux dans les yeux...
....Sans joies et plein d'ennuis
Oh quand pour moi brillera le soleil

Comme les garçons et les filles de mon âge
J'connaitrais bientôt ce qu'est l'amour
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je me demande quand viendra le jour
Où mes yeux dans ses yeux
Où la main dans sa main
J'aurai le coeur heureux
Sans peur du lendemain
Le jour où je n'aurai plus du tout
L'ôme en peine
Le jour où moi aussi
J'aurai quelqu'un qui m'aime


Adenda: A ouvir, também a versão de Marie Myriam.

Quinta-feira, Junho 09, 2005

...


O poeta distante da sua amada

Olhos suaves, que em suaves dias
vi nos meus tantas vezes empregados;
vista, que sobre esta alma despedias
deleitosos farpões, no céu forjados;

Santuários de amor, luzes sombrias,
olhos, olhos da cor de meus cuidados,
que podeis inflamar as pedras frias,
animar os cadáveres mirrados;

Troquei-vos pelos ventos, pelos mares,
cuja verde arrogância as nuvens toca,
cuja horrísona voz perturba os ares.

Troquei-vos pelo mal que me sufoca;
troquei-vos pelos ais, pelos pesares.
Oh câmbio triste! Oh deplorável troca!


Bocage

Sexta-feira, Junho 03, 2005

"Palhacada"


Por Pedro J. Roldão - Marinha Grande
Andam a pedir sacrifícios ao povo e a apelar ao sentido patriota? E depois só fazem estas trapalhadas? Os administradores da Galp são postos por amizades, o trabalhador comum tem que se reformar aos 65 anos; este aos 49 já está reformado (e com que reforma). E depois pedem sacrifícios ao povo. Isto é revoltante, se este Governo estiver lá mais tempo, ainda acaba tudo a passar fome. Se com os anteriores governos tínhamos que apertar o cinto, com este põem-nos o cinto ao pescoço. Cumprimentos!


"Ao que vós andais, andemos".
Um ditado não de sabedoria popular, mas do povo...

Domingo, Maio 29, 2005

Estou a tentar...


Com muita força, e a conseguir... Espero que percebas bem a força que é precisa para vencer a agitação. Desta vez obrigo-me a poucas horas mortas, e:

"I run for the bus, dear,
While riding I think of us, dear,
I say a little prayer for you.
At work I just take time
And all through my coffee break-time,
I say a little prayer for you.

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.

My darling believe me, ( beleive me)
For me there is no one but you!
Please love me too (answer his pray)
And I'm in love with you (answer his pray)
Answer my prayer now babe (answer his pray)"


Aretha Franklin, I say a little pray for you


Tanto tempo depois, finalmente a ouvir...