O Cacique - lider tribal.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Muito importante


E para reflexão pessoal:

"Quanto ao facto de o Governo e José Sócrates estarem com uma imagem fragilizada, D. Manuel Clemente alertou para as cautelas que é preciso ter para diferenciar opinião pública da opinião publicada.


“A opinião pública e a opinião publicada nem sempre coincidem. Ainda agora, na sua intervenção, o professor Adriano Moreira chamava a atenção para a origem das notícias que se publicam: elas realmente espelham o que é o sentimento público ou aquilo que algumas fontes noticiosas querem induzir ao sentimento público? De maneira que aqui também temos de ser muito cautelosos”, notou."

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Não há responsáveis por estas palavras?



"O primeiro-ministro reafirmou esta terça-feira que a crise orçamental portuguesa «está ultrapassada» e os factores que a motivaram «estão resolvidos», garantindo que pela primeira vez tal foi possível sem comprometer o crescimento económico, informa a Lusa."

Não há responsáveis por estas palavras?


"Teixeira dos Santos diz que é «o resultado lógico de um processo de consolidação orçamental»"




"Apesar da instabilidade dos mercados financeiros não ter um fim à vista, o primeiro-ministro admitiu que “a partir de agora, não é preciso um esforço [dos portugueses] tão acentuado” como se pediu nos últimos anos, não escondendo que o trabalho deve continuar “em prol da disciplina orçamental”.

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Fantástico


Os bebés portugueses vão poder começar a emprestar dinheiro ao Estado para financiar a dívida pública assim que nascerem.

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Ministerio do Trabalho e Segurança Social - Organismos



Porto:
Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, I.P.

Oeiras:
Instituto de Informática, I.P.

Lisboa(34):
Secretaria-Geral
Inspecção-Geral
Gabinete de Estratégia e Planeamento
Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho
Direcção-Geral da Segurança Social
Autoridade para as Condições de Trabalho
Instituto da Segurança Social, I.P.
Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P.
Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, I.P.
Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P.
Casa Pia de Lisboa, I.P.
Gabinete de Gestão EQUAL
Programa Operacional Potencial Humano
Fundação INATEL
Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo (a externalizar com a criação da Cooperativa António Sérgio)
Caixas de Previdência Social
Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários
Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas
Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores
Caixa de Previdência do Pessoal da Companhia Portuguesa Rádio Marconi
Caixa de Previdência do Pessoal das Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade
Caixa de Previdência do Pessoal dos Telefones de Lisboa e Porto
Caixa de Previd. dos Trabalhadores da Empresa Portuguesa das Águas Livres, SA
"Cimentos" - Federação das Caixas de Previdência
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Agência Nacional para a Qualificação, I.P.
Agência Nacional para a Gestão do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida
Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR)
Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE)
Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC)
Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência
Comissão Nacional do Rendimento Social de Inserção
Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado

Orçamento Governos Civis


Distrito do Porto: 1 824 123 habitantes [INE]
Distrito de Lisboa: 2 238 484 habitantes [INE]

Orcamento 2009 MAI [], capítulo 5, Governos Civis:
Lisboa: 5.202.700€
Porto: 2.343.204€

Ministerio do Ambiente - Organismos


Lisboa(19):
Secretaria-Geral do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
Gabinete de Relações Internacionais
Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano
Departamento de Prospectiva e Planeamento e Relações Internacionais
Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território
Agência Portuguesa do Ambiente
Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade
Instituto da Água
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana
Instituto Geográfico Português
Conselho Nacional da Água
Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável
Águas de Portugal, S.A.
Parque Expo 98, S.A.
Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A.
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos
Gabinete do Gestor da Intervenção Operacional do Ambiente
Gabinete Coordenador do Programa Polis

Ministerio da Economia e do Desenvolvimento - Organismos


Organismos

- Lisboa (14):
Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
Rua Dom Cristóvão da Gama, 1 - 3º 1400 - 113 Lisboa - Portugal

Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG)
Av. 5 de Outubro, 87 1069 – 039 Lisboa

Laboratório Nacional de Energia e Geologia, I.P. (LNEG)
Estrada do Paço do Lumiar 1649 - 038 Lisboa

Comissão de Planeamento Energético de Emergência (CPEE)
Av. 5 de Outubro, 87 1069 – 039 Lisboa

Serviços Centrais
Estrada do Paço do Lumiar, 22 - Edifício A 1649-038 Lisboa

Instituto Português da Qualidade, I.P. (IPQ)
Rua António Gião, 2 2829 - 513 Caparica - Portugal

Autoridade da Concorrência (AdC)
Av. de Berna nº 19 1050 - 137 Lisboa

Direcção-Geral das Actividades Económicas (DGAE)
Av. Visconde de Valmor, 72 1069 – 041 Lisboa

Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE)
Avenida da República, nº 79 1050-243 Lisboa

Gabinete de Gestão do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (GGPRIME)
Rua Rodrigues Sampaio, 13 1169-028 Lisboa

Direcção-Geral do Consumidor (DGC)
Praça Duque de Saldanha, 31 - 3º 1069 - 013 Lisboa - Portugal

Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)
Av. Conde de Valbom, 98 1050-070 Lisboa

Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade (CACMEP)
Av. da República, 79 – 3º 1069 - 218 Lisboa

Turismo de Portugal
Rua Ivone Silva, Lote 6 1050 - 124 Lisboa - Portugal


- Porto/Lisboa:
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP)
Rua António Bessa Leite, 1430 - 2º andar 4150-074 Porto
Av. 5 de Outubro, 101 1050-051 Lisboa


- Porto:
Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, I.P. (IAPMEI)
Rua Direita do Viso, 120 4269 - 002 Porto

Ministerio das Obras Publicas - Organismos e Empresas


Porto:
AMT Porto - Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto, E.P.E.
APDL - Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A.
MP - Metro do Porto, S.A.
STCP - Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, S.A.

Coimbra:
MM - Metro-Mondego, S.A.

Almada:
EP - Estradas de Portugal, S. A.

Aveiro:
APA - Administra
ção do Porto de Aveiro, S.A.

Beja:
EDAB - Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, S.A.

Funchal:
CTRINM - Comissão Técnica do Registo Internacional de Navios da Madeira

Sines:
APS - Administra
ção do Porto de Sines, S.A.

Setúbal:
APSS - Administra
ção dos Portos de Setúbal e Sesimbra, S.A.

Lisboa(37):
AMTL - Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa
ANA - Aeroportos de Portugal S.A.
ANAM - Aeroportos e Navega
ção Aérea da Madeira, S.A.
APL - Administra
ção do Porto de Lisboa, S.A.
CARRIS - Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A.
CCOPTC - Conselho Consultivo de Obras Públicas, Transportes e Comunicações
CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E.P.E.
CPEC - Comissão de Planeamento de Emergência das Comunicações
CPETA - Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Aéreo
CPETM - Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Marítimo
CPETT - Comissão de Planeamento de Emergência dos Transportes Terrestres
CTT - Correios de Portugal, S.A.
GABLOGIS - Gabinete para o Desenvolvimento do Sistema Logístico Nacional
GISAF - Gabinete de Investiga
ção de Segurança de Acidentes Ferroviários
GPERI - Gabinete de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais
GPIAA - Gabinete de Preven
ção e Investigação de Acidentes com Aeronaves
ICP - Autoridade Nacional de Comunicações (ICP-ANACOM)
IGOPTC - Inspec
ção-Geral das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
IMTT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I.P.
INAC - Instituto Nacional de Avia
ção Civil, I.P.
InCI - Instituto da Constru
ção e do Imobiliário
INIR - Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias
IPTM - Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, I.P.
LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, I.P.
ML - Metropolitano de Lisboa, E.P.E.
MST - Gabinete do Metro Sul do Tejo
NAER - Novo Aeroporto, S.A.
NAV Portugal - Navega
ção Aérea de Portugal, E.P.E.
POVT-QREN - Programa Operacional Temático Valoriza
ção do Território
PT - Portugal Telecom, SGPS, S.A.
RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, S.A.
REFER - Rede Ferroviária Nacional � REFER, E.P.E.
SG - Secretaria-Geral
SILOPOR - Empresa de Silos Portuário, S.A.
TAP - Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S.A.
TRANSTEJO - Transportes Tejo, S.A.
TTT - Equipa de Missão da Terceira Travessia do Tejo

Ministerio da Educação - Organismos


Braga:
CCPFC Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua

Sintra:
EME Editorial do Ministério da Educação

Lisboa(15):
ANQ Agência Nacional para a Qualificação
DGIDC Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular
DGRHE Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
GAVE Gabinete de Avaliação Educacional
GEPE Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação
GGF Gabinete de Gestão Financeira
IGE Inspecção-Geral da Educação
MISI Gabinete Coordenador do Sistema de Informação do Ministério da Educação
SG Secretaria-Geral
RBE Rede de Bibliotecas Escolares
PRODEP Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal
ANSOCLEO Agência Nacional Socrates Leonardo Da Vinci
JNE Júri Nacional de Exames
CENOR Centro Nacional de Recursos para a Orientação Vocacional
CNE Conselho Nacional de Educação

MCETS - Organismos


Coimbra:
Instituto Nacional de Medicina Legal, I. P.
Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva

Lisboa(21):
Academia das Ciências de Lisboa
Agência de Inovação, S. A. (AdI)
Centro Científico e Cultural de Macau, I. P.
Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica
Conselho Nacional de Educação
Direcção-Geral do Ensino Superior
Estádio Universitário de Lisboa, I. P.
Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I. P.
Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais
Inspecção-Geral
Instituto de Investigação Científica Tropical, I. P.
Instituto de Meteorologia, I. P.
Instituto Hidrográfico
Instituto Nacional da Propriedade Industrial
Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, I. P.
Instituto Nacional de Recursos Biológicos, I. P.
Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, I. P.
Laboratório Nacional de Engenharia Civil, I. P.
Laboratório Nacional de Energia e Geologia, I. P.
Programa Operacional Ciência e Inovação 2010
Secretaria-Geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Sacavém:
Instituto Tecnológico e Nuclear, I. P.

Oeiras:
Programa Operacional POS-Conhecimento
UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, I. P.


Ministério da Cultura - Fundações


Fundações
O Ministério da Cultura é membro fundador e/ou apoia as seguintes Fundações:

Lisboa:
Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva
Fundação Centro Cultural de Belém
Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo
Fundação Ricardo Espírito Santo Silva

Sintra:
Fundação Cultursintra

Porto:
Fundação Casa da Música
Fundação de Serralves

Santa Cruz do Douro:
Fundação Eça de Queiroz

Guimarães:
Fundação Cidade de Guimarães
Fundação Martins Sarmento

Peso da Régua
Fundação Museu do Douro

Ministerio da Cultura - Organismos


Lisboa (21):
Academia Internacional de Cultura Portuguesa
Academia Nacional de Belas Artes
Academia Portuguesa da História
Biblioteca Nacional de Portugal - BNP
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, I.P. - Cinemateca, I.P.
Companhia Nacional de Bailado - CNB
Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo - DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Direcção-Geral das Artes - DGARTES
Direcção-Geral de Arquivos – DGARQ
Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas - DGLB
Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais - GPEARI
Inspecção-Geral das Actividades Culturais - IGAC
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P. – IGESPAR, Lisboa
Instituto do Cinema e do Audiovisual
Instituto dos Museus e Conservação, I.P. - IMC, I.P.
Observatório das Actividades Culturais
Organismo de Produção Artística - OPART, E.P.E.
Programa Operacional da Cultura - POC
Secretaria-Geral - SG
Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E. - TNDM, E.P.E.
Teatro Nacional de São Carlos - TNSC

Évora:
Direcção Regional de Cultura do Alentejo - DRC Alentejo

Faro:
Direcção Regional de Cultura do Algarve - DRC do Algarve

Coimbra:
Direcção Regional de Cultura do Centro - DRC do Centro

Vila Real:
Direcção Regional de Cultura do Norte - DRC do Norte

Porto:

Teatro Nacional de São João, E.P.E – TNSJ, E.P.E

Portugal não é a Grécia


Em 2006, o Primeiro Ministro Húngaro, Ferenc Gyurcsány, foi escutado numa conversa privada dizendo que tinha mentido nos últimos ano e meio, dois anos, e perguntava-se, se tivesse de prestar contas ao país, o que poderia honestamente dizer.

A fuga destas conversas privadas, admitidas pelo responsável máximo do governo Húngaro despoletou uma furiosa revolta.

No entanto, tal como Portugal não é a Grécia, José Sócrates não é Ferenc Gyurcsány. Por um lado, nunca o veria admitir a veracidade de escutas privadas. Por outro, tomando em linha de conta a sua incompetência, a sua manifesta falta de humildade, bem como a completa esquizofrenia em relação à actual situação do mundo e do país, jamais o veria pronunciar uma visão lúcida face à sua própria governação.


O que me entristece, contudo, é que para além de ser fácil ao primeiro ministro iludibriar e manipular, adaptando os métodos juventude-partidária[1] à governação do país, os portugueses se deixam amansar por essa conversa sibilina.

Portugal não é a Grécia, e muito menos a Hungria: Se José Sócrates cometesse a incúria de deixar o rastilho incendiar-se, parece-me que a sociedade civil Portuguesa não teria sequer a pólvora(metafórica) para uma revolta. Seja serena como o povo de Pinheiro de Azevedo ou barulhenta à imagem preconizada por Medina Carreira.

A sociedade civil em Portugal está esvaziada de espírito, amedrontada pela mudança, aprisionada pelas incertezas. E já agora, sem dinheiro para aventuras.

Pena.


(1) iguaizinhos em forma e conteúdo aos de Passos Coelho. "Mudar" não passa de uma onomatopeia moderna com laivos tecnológicos/cráticos (aka modernaça), útil para trazer pelo bolso. Essa mão, incongruentemente magnânima, está cheia de nada.

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Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Inteligência Artificial


Excepcional artigo de Га́рри Ки́мович Каспа́ров: http://www.nybooks.com/articles/23592

via a causa foi modificada

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

Invictus


Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

O Futebol e o Investimento Público


Nos 25 anos do falecimento de José Maria Pedroto, não é despropositado analisar o Investimento Público de um ponto de vista Futebolístico.

Creio que existe uma clivagem irreconciliável na estratégia para o triunfo no futebol. O futebol espectáculo, com a aposta no ataque e no virtuosismo individual, por contraponto com o futebol total, onde a pressão em todo o campo leva os jogadores a trabalhar em prol da equipa. Ambos podem satisfazer os adeptos e o público em geral: Se o futebol espectáculo estimula as sensações e despoleta o ego, é o futebol total que ganha títulos e campeonatos.

Portugal padece de um síndroma futebolístico agudo, e isso levará a compreender porque se reflecte uma metáfora do mundo da bola na economia, entre um país "à Benfica", com contratações dispendiosas e um inexplicável orgulho em ténues vitórias e um país "à Porto", assente no rigor, com mais-valias de excepção que passam apesar de tudo despercebidas nos sucessos que vamos conquistando.



(continua)

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010


Análise do Orçamento de Estado:
Despesas com Pessoal de divisões sedeadas em Lisboa -> Qual o impacto económico da Administração Central sedeada exclusivamente na capital?

http://www.parlamento.pt/OrcamentoEstado/Paginas/oe2009.aspx

Solução: Direcções Gerais, etc, distribuídas por outros locais no país (inicialmente, distribuição Macro- Nuts II, embora distrito fosse mais adequada).

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

notas soltíssimas


:: investimento publico é uma arma poderosa
:: descolonizar, democratizar, desenvolver, (descentralizar)?

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Sobre vinho


http://clubedevinhos.com/artigos/como-servir-vinho

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Programa de Governo do PS.


Consta do plano quinquenal do governo:

"e) Assegurar que Portugal se mantém na fronteira tecnológica na área das renováveis, nomeadamente em:
I) tecnologias para apoiar o lançamento de redes de automóveis alimentados por baterias de ião de lítio laminadas;
II) rede inteligente de distribuição;
III) produção de torres eólicas e sistemas de gestão de parques eólicos;
IV) cabos de alta tensão e transformadores de última geração;
V) capacidade de produção no solar térmico e fotovoltaico;
VI) engenharia e construção de barragens e
VII) indústria de construção com forte capacidade de desenvolvimento na área da eficiência energética;"

O que tem a área das renováveis a ver com uma rede de automóveis alimentados por baterias de ião de lítio laminadas? Ou com os cabos de alta tensão e transformadores de última geracão? Ou com a eficiência energética na construcão?

E sobretudo, porque razão será o governo a definir que estas são as apostas correctas, e não as próprias empresas? Porque não pegar no dinheiro que iria ser utilizado para todas estas iniciativas e cortar nos impostos de todos?

"
n) Terminar, a prazo, com a comercialização de lâmpadas incandescentes de baixa eficiência energética;
"
Porque consta do programa do PS algo que já está determinado pela União Europeia?
http://europa.eu/rapid/pressReleasesAction.do?reference=IP/08/1909&format=HTML&aged=0&language=EN&guiLanguage=en


"w) Garantir a criação de uma rede piloto para a mobilidade eléctrica em Portugal, que assegure uma cobertura adequada para o lançamento da mobilidade eléctrica;"
Esta frase é português?



Li apenas por alto, e imediatamente estas pérolas surgiram. Vou analisar com mais cuidado em breve.

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

TGV


Tenho escrito sobre o assunto TGV de forma solta, e um comentário ao post do Vasco Campilho no 31 da armada que estava a ficar assustadoramente extenso, levou-me a optar por responder aqui e concentrar de certo modo a minha opinião sobre o assunto de uma vez por todas. Para quem quer apenas ler as minhas conclusões pode saltar a exposição do problema.

Para começar, creio que toda a discussão em torno do TGV está absolutamente inquinada pelo próprio nome. Marketing político "oblige", a necessidade de apresentar obras grandiosas e "sound-bytes" simples esconde a essência do assunto, que vai sendo discutida a espaços. Quero acreditar que não há uma ligação ao aspecto comercial, ou seja, o facto de chamar TGV a uma renovação da rede ferroviária nacional não está à partida a considerar que são as empresas responsáveis pelo sistema de TGV francês que vão ganhar o concurso...


Sobre a renovação da rede ferroviária nacional, pontos prévios:
1. Há que analisar duas componentes: técnica e económica;
2. Considerações Económica:
a) o tráfego ferroviário apresenta inúmeras vantagens face a outros meios;
b) é necessário a ligação por via ferroviária à europa para tráfego de mercadorias;
c) portugal tem uma rede ferroviária com muitas deficiências e fraca cobertura;
3. Considerações técnicas:
a) a rede nacional actual tem duas bitolas: ibérica(1668 mm) e métrica(1000mm), incompatível com a rede europeia(1435mm);
b) quanto maior velocidade se pretende, maior o custo de construção por quilómetro;
c) utilização mista de uma linha de AV;
d) ler este documento para saber mais.

Passando à análise de cada um dos pontos supracitados:
2.a) As vantagens do transporte ferroviário são de ordem ambiental, operacionais e estratégicos. Em termos ambientais, podemos assumir que os consumos energéticos serão inferiores ao transporte de uma quantidade equivalente por estrada. Incluo também nesta equação a utilização de solo, inferior para os canais ferroviários ponto a ponto, por comparação, por exemplo, com auto-estradas. Em termos operacionais, e sobretudo a partir de médias-distâncias, há ganhos associados à diminuição do risco (menos acidentes de comboio por contraponto com acidentes rodoviários), a um melhor aproveitamento logístico (a velocidade comercial é, em príncipio superior, menos restrições na circulação, maior segurança e previsibilidade nos horários) e maior automatização dos processos. Finalmente, estrategicamente, há ganhos do ponto de vista tecnológico (peças de precisão e necessidade de pessoal mais qualificado), e, assumindo a electrificação da rede, a possibilidade de diversificar os recursos energéticos (diminuindo a dependência do petróleo externo).

2.b) Dentro ainda dos ganhos estratégicos, a compatibilidade com a Europa é essencial. Para além de politicamente se beneficiar da necessidade de existir um reforço da confiança e construção dos laços com os restantes parceiros europeus, os ganhos de um mercado único só podem ser visíveis com o progressivo aumento das trocas comerciais. Neste aspecto, aproveito para criticar o "sound-byte" político sobre a essência de nos ligarmos à Europa: era necessário distinguir o tráfego de passageiros do tráfego de mercadorias. Embora o primeiro possa e deva existir, manter-se-à irrelevante face à preponderância do tráfego de mercadorias: os tempos de viagem de qualquer cidade portuguesa a qualquer cidade francesa são de longe superiores ao transporte aéreo, e, para passageiros, com custos económicos equivalentes. Tal não se verifica para mercadorias.
Mas é crucial que exista uma ligação ferroviária eficiente à europa.

2.c) O facto de presentemente nos estarmos a focar na rede de Alta Velocidade para passageiros, vem esconder graves deficiências na nossa rede: primeiro ponto: não existe uma única ligação em viadupla a Espanha. Via dupla só entre Braga e Setúbal. Segundo ponto: A maior parte das capitais de distrito estão muito mal servidas, o que indicia muito má cobertura geográfica. A única linha electrificada até à fronteira é Aveiro - Vilar de Formoso, o que implica a utilização maçiça de locomotivas diesel. Ou seja, paga-se o desinvestimento feito durante anos, que devia envergonhar gerações. A modernização da linha do Norte arrastou-se durante anos, e ainda não está completa. Não há efeito de "rede": não há multiplas opções para chegar a um destino, o que acumularia mais passageiros de diferentes localidades.

3.a) É crucial que a bitola ibérica seja progressivamente eliminada em prol de uma bitola europeia. Isto implica mudança de material circulante (as locomotivas existentes hoje em dia têm de ser substituídas ou adaptadas, as carruagens, idem aspas), construção de novas linhas e substituição progressiva das actuais. Mas não só. É necessário cantonamentos automáticos generalizados. Sistemas de controlo de velocidade. Sistemas de sinalização. Electrificação. And last but not least, perfis de linha que permitam maiores velocidades (não forçosamente velocidades elevadas), e mais toneladas por eixo. Todas estas limitações têm de ser tomadas em conta!

3.b) Raramente ouço, quando se fala em TGV discutir as duas componentes: a primeira, o material circulante (locomotiva + carruagens), a segunda a própria linha. Por exemplo, já temos a experiência do Pendular: óptimas máquinas, capazes de velocidades estonteantes, que estiveram a ser sub-utilizadas por limitações da linha. Ao revés, ter uma linha excepcional que é desgastada por comboios que implicam um muito maior esforço e manutenção é igualmente desperdício. Ou seja, se queremos construir uma linha que receba as fantásticas máquinas da Alstom, factores como o raio de curvatura da linha, alinhamento, o perfil, a distância entre vias, etc, implica custos exponenciais para o projecto. Por exemplo, quanto menor o raio de curvatura, maiores os custos com expropriações, menores as opções para limitar a construção de pontes e tuneis. São considerações não desprezáveis, que não se colocam para velocidades inferiores.

3.c) Finalmente, é possível uma utilização mista? Uma interessante discussão sobre os principais problemas pode ser lida na wikipedia (em inglês). As conclusões essenciais são de duas ordens: 1. uma linha mista que permita as mesmas velocidades que uma linha dedicada a passageiros tem de ter pendentes mais reduzidas, logo a construção tem maiores limitações conforme referidas no ponto prévio. 2. A capacidade da linha é fortemente afectada pelo facto de coexistir material circulante a diferentes velocidades.



Conclusões:
Há que decidir, urgentemente, o que é necessário para Portugal. Queremos transporte ferroviário de passageiros em Alta Velocidade, ou uma renovação do transporte ferroviário de mercadorias para a Europa (que permite transporte ferroviário de passageiros a velocidades não AV)? É esta definição que importa e urge fazer.

A meu ver, temos de ser responsáveis e esquecer de vez o transporte ferroviário para passageiros em Alta Velocidade durante muitos anos, e concentrar os esforços em dois pontos:
1. Modernização da infraestrutura existente : electrificação, via dupla, ajustamentos pontuais para permitir maior velocidade e toneladas por eixo;
2. Construção de novos canais em Bitola Internacional, paralelos aos existentes, e ampliando a cobertura geográfica do território;


A minha proposta passaria por vários passos:
1. Construção de troços novos em via simples em bitola europeia, electrificada, e vocacionada para transporte de mercadorias (via mista não AV), com a seguinte prioridade:
a) Sines - Beja - Évora - Elvas
b) Aveiro - Viseu - Vilar de Formoso
c) Lisboa - Évora (- Elvas) [No mapa, várias alternativas de entrada em Lisboa]
d) Porto - Vila da Feira - Viseu (-Vilar de Formoso)



2. Upgrade de vias existentes para as características das anteriores:
e) Linha do Oeste (Aveiro - Coimbra - Leiria - Lisboa)
f) Linha da Beira Baixa (Caldas? - Entroncamento - Castelo Branco - Guarda)
g) Linha do Minho (Porto - Valença)



3. Upgrade de todas as vias não electrificadas para permitir a circulação das actuais composições, com preparação para a nova bitola.

4. Pensar em canais dedicados para passageiros, de AV.


Naturalmente, os comboios AV vindos de Espanha poderão circular nas linhas de mercadorias, simplesmente a velocidade reduzida. A meu ver, o investimento no material circulante deve incidir sobretudo sobre locomotivas e composições de carga, mantendo a abertura para, se em Espanha estiverem interessados em realizar um serviço regular Lisboa - Madrid com as condicionantes necessárias, o poderem fazer. Já agora, é assim que funcionam os serviços internacionais do TGV.

De igual modo, coexistirão durante algum tempo duas redes. Isto permitirá continuar a utilizar o material circulante de passageiros existente e progressivamente adquirir e adaptar novo para as linhas em bitola internacional.


Em sumário, não a um TGV, sim a um plano ferroviário nacional com incidência no tráfego de mercadorias.

Voilá



Um dos problemas desta crise de excesso de envididamento no passado é que ela está a ser resolvida com mais endividamento para o futuro. Os Estados estão a investir para puxar pela economia, a gastar mais com subsídios sociais, nacionalizações, garantias e fundos a empresas. Pior ainda, a redução de cobrança de impostos decorrente do arrefecimento económico desequilibrará irremediavelmente a balança. E neste jogo deficitário e endividado, Portugal está particularmente mal posicionado, por ter agora um dos piores "ratings" da Zona Euro e por ter uma dívida externa já tão elevada.


Explicado de forma simples e eficaz. Está em jogo o futuro.

É complicado encontrar um ponto de balanço entre investimento público e deixar a economia funcionar, e infelizmente creio que em Portugal este governo está a gastar como se não houvesse amanhã. Melhor, a meu ver, seria a redução da carga fiscal (em vez da atribuição de subsídios discricionários, com o mesmo efeito, a quem tem influência), o corte orçamental prioritarizado (a começar por todas as áreas que contribuam para o défice externo), a eliminação de determinadas barreiras alfandegárias no mundo lusófono.

E sobretudo, é chegada a hora de ter gente de carácter à frente dos destinos de Portugal.

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Sócrates


"Sócrates não é o coveiro da pátria. É sim o ilusionista deste circo chamado Portugal."


Helena Matos, no Blasfémias.

Quinta-feira, Novembro 06, 2008

Pergunta inconveniente.


Porque carga de água é que uma pessoa que trabalha, luta, é excelente naquilo que faz, e é de herança mista, é considerada "mais um negro a quebrar uma barreira"?

Afinal, é tão preto, como branco, como mestiço. A fórmula 1 está cheia de brancos do mesmo modo que o atletismo está cheio de pretos. E mestiços, amarelos, azuis, côr-de-rosa. Para quê?

Para mim, Lewis Hamilton não passa de britânico, com origens de que se pode orgulhar um pouco por todo o mundo. Como eu em Trás-os-Montes e no Douro. E não passa de ser um dos melhores pilotos de Fórmula 1 de sempre. Querer dar-lhe mais do que isso é menosprezar a sua grandiosidade.

voilá.

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Um pouco mais de seriedade, sff.


"Pode estar em curso uma tentativa de depor um regime estrangeiro", disse o Presidente norte-americano. "Isso é inaceitável no século XXI."



Estivesse caladinho e fizesse apenas o que lhe mandam, já chegaria.

Domingo, Junho 15, 2008

Notas do encontro Startracker


Hotel Bellevue, Bern, 14 Junho 2008

As minhas interpretações do que foi dito.

Carlos Sardinha: diferença dos portugueses para restantes povos, o coração.
Aspectos positivos: altruísmo, vontade férrea, persistência
Impacto potencialmente negativo: inveja.
O desemprego residual na Suiça é a razão para a força da economia. Exige respeito da parte dos empregadores para com os seus empregados e aumenta os salarios automaticamente. Isto consegue-se a partir de flexibilização: tem de ser possível despedir.

Tiago Forjaz: mudança de paradigma. Não há emigrantes, ou expatriados, há uma diáspora. Não somos um país, somos um povo, e há que quebrar a mútua desconfiança entre portugueses e a sua diáspora.
The term diaspora (in Ancient Greek, διασπορά – "a scattering or sowing of seeds") refers to the forcing of any people or ethnic population to leave their traditional homelands, the dispersal of such people, and the ensuing developments in their culture.

Encontrar o que nos une: altruísmo, humildade, vontade, e construir ligações de entre-ajuda mesmo se indo contra a cultura e o fazendo mais superficialmente (vide: americanos)


Outras notas:
interessante reflexão sobre as assimetrias regionais e a necessidade de descentralização, embora me pareça ser um problema já bem definido.
O potencial de Moçambique, onde por comparação com Angola, há uma maior proximidade afectiva com Portugal e necessita mais de investimento estrangeiro. Grande potencialidade agrícola.

Terça-feira, Abril 29, 2008

Ponto de situação


- Não acho que exista uma correlação directa entre o alegado Aquecimento Global e a intervenção do homem;
- Acho que o mercado decide melhor que os políticos;
- Defendo a liberdade de que cada um faça os disparates que o afectem, sem que com isso afecte outros;
- Sou contra o aborto, aceito reticentemente o status quo da despenalização criminal;
- Sou regionalista extremo: defendo a soberania ao nível do bairro (sem ironia);
- Defendo que as razões para tomar opções devem ser económicas: por exemplo, investir na ferrovia para minimizar a dependência de recursos energéticos exteriores;
- Acho que é mais provável ganhar 3 vezes o euro-milhões do que um buraco negro engolir a terra por causa das experiências ciêntificas do CERN;
- Sou a favor da tradição: as matanças do porco não me afligem, nem rissóis fritos em óleo de há 10 dias. E acho que se devem realizar as touradas, sem grandes tragédias.

Sábado, Abril 19, 2008

PSD (2)


O PSD tem uma oportunidade de ouro para se livrar de barões e elites, das bases truculentas, e injectar sangue novo, formado fora do actual pântano político nacional.

E, essencialmente, o PSD precisa de não ostracizar quem está pelo partido: É hora de uma fagocitose cuidada. Os caciques não são maus, assim como o não são os barões.

PSD (1)


O problema do PSD é que as elites deixaram de ir ao circuito da carne assada, e que as bases deixaram de ler as elites.

Portugal precisa do PSD reencontrado.

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Paz, Pão, Povo e Liberdade


todos sempre unidos no caminho da verdade

Canta povo canta
por um portugal em paz
por uma democracia
por um nascer de um novo dia
Canta povo canta
trabalhando pelo pão
com toda a tua vontade
tu ganhaste a liberdade

Paz pão povo e liberdade
todos sempre unidos no caminho da verdade

canta povo canta
canta sempre e sem temer
no caminho da vitoria
para fazer a nossa historia

tens a liberdade
dá a mão ao teu irmão
pelo bem da nossa gente
construindo sempre em frente

Segunda-feira, Março 10, 2008

Uma política de transportes.


Ferrovia:

Passageiros-
1. Todos os concelhos com mais de 30000 habitantes devem estar ligados por via férrea dupla electrificada, e uma estacão deve estar presente num local central e de fácil acesso, preferencialmente na freguesia mais populosa.

2. As ligacões entre dois concelhos com mais de 30000 habitantes devem passar preferencialmente pelos concelhos vizinhos mais populosos.

3. Se a ligacao entre os dois pontos com mais de 30000 habitantes mais próximos atravessar municipios com mais de 15000 habitantes, deve ser considerada a instalacão de uma estacão. Se a ligacao atravessar municipios com mais de 10000 habitantes deve ser considerada a instalacao de um apeadeiro.

Mercadorias-
1. Ligacao por via dupla electrificada á rede entre os principais pontos de acesso internacional: Portos de mar com movimento superior a (Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal, Sines), Aeroportos internacionais (Porto, Portela, Alcochete, Faro, (+Beja,+Braganca)), Ligacoes Ibéricas (Vigo, Salamanca1(Douro), Salamanca2(Vilar de Formoso), Badajoz, Huelva)

2. Eventuais ramais de acesso a zonas industriais são responsabilidade das empresas em conjunto com os concelhos onde estão instaladas.


Utilizacao:
A utilizacao da linha deve estar sujeita a um esquema similar a utilizacao da Rede Electrica Nacional, permitindo utilizacao de equipamento compativel.
1. A CP, Caminhos de Ferros Portugueses deve assegurar um servico regular entre cada cidade com mais de 30000 habitantes, com uma estimativa da deslocacao de 2% da populacao em termos diários (minimo 600 passageiros/dia).
2. A CP deverá facultar um servico directo aos dois pontos de 30000 habitantes mais próximos, e um indirecto com paragem em eventuais pontos intermédios.
3. O aluguer da linha deverá ser facultado para transporte de mercadorias e passageiros.

Terça-feira, Maio 16, 2006

Aprender com quem sabe


É preciso (também) que se demonstre que que essa redução de despesa não é feita à custa dos impostos daqueles que pagam os preços mais elevados pelos serviços públicos que recebem. Uma reforma para ser liberal tem que baixar a despesa pública reduzindo os serviços públicos aos contribuintes que os pagam ao preço mais baixo.

Joao Miranda, Blasfemias


Uma frase para guardar para o futuro: Quem sao os contribuintes que pagam servicos publicos ao preco mais baixo? Ou de igual modo, quais sao os contribuintes que tem acesso a um maior numero de servicos publicos?

Acho que se impunha fazer uma analise ABC (se preferirem, Pareto) nos servicos publicos: 10%, 20%, 70%. Supondo que pagamos impostos de forma equitativa (esta simplificacao e perigosa e leviana, mas para o caso, irrelevante, se necessario justifico mais tarde), 10% dos recursos sao utilizados por uma maioria da populacao, 20% por um numero intermedio e 70% por um numero diminuto. Embora os numeros possam ser exagerados, o meu wild guess:

A . Ensino Primario, Saude, Vias de Comunicacao;

B . Administracao Interna, Justica, Defesa;

C . Elite Cultural (producoes e afins), Subsidios Agricolas;


E, aparentemente, a analise falha. Pois. Falharia se nao houvesse sobreposicao: quem tem Justica e Proteccao Civil, tem Ensino, Saude e Vias de Comunicacao. Quem tem Cultura e Subsidios, tem Justica, Proteccao Civil e tudo o resto...

Pois.

Terça-feira, Março 21, 2006

Curioso


Numa das habituais deambulacoes de conversa, um amigo polaco pergunta de forma mortal: "Are there any dialects in Portugal"?

Segue-se o breve trecho:

M. : No.
Eu e T.: Yes!
Eu : Well, it's not just a dialect, is almost a language on it's own.
M. : That's true, is from an area in the north of Portugal, near a city called Miranda do Minho.
Eu : (palavras sufocadas)
T. : Yes, Minho, keep on Miguel.
Eu : (depois do sufoco, com olhares indignados) No... it's in Miranda do Douro...
T. : Oh (verdadeiramente arrependido, e envergonhado), I really thought it was in Minho.
M. : Yes, me too...
Eu : You really broke my heart...


Bom, e acontece. a geografia nao tem de ser o forte de todos. Contudo, na minha ansia de mostrar as terras mais reconditas de Tras-Os-Montes, tenho a brilhante ideia de procurar no "Via Michelin" os caminhos recomendados, mais curtos, e mais rapidos de Lisboa para Miranda do Douro.

O espanto nao e assim tanto. Ainda assim, um ninho pequeno de revolta persiste dentro de mim. Sei que esta planeado, para as calendas gregas, uma ligacao decente. Mas para ja, a Via Michelin, a partir das catalogacoes existentes, sugere a passagem por Espanha para nos dirigirmos ao fim do nosso pais...

Um pais esquecido?

Nota: Do porto para Miranda, os caminhos recomendados passam tambem por Espanha... Miranda do Douro, a historica Miranda:

http://www.revistaiberica.com/Rutas_Y_Destinos/Portugal/miranda.htm
http://www.cm-mdouro.pt/visita_concelho/visita_index.html

Segunda-feira, Março 06, 2006

MAMA


Gosto de causas perdidas. Das modificadas, em particular.


mAMA (maradona Ao Mundial da Alemanha)


Este blog subscreve entusiasticamente. Agradecido. Veneramos maradona.

nota: Creio que esta causa se arrisca a tornar um marco na historia da blogosfera: esta a adquirir porporcoes alarmantes (o que e bom) Dentro de 50 anos, a historia contar-se-a assim:

1 - Criacao da Coluna Infame;
2 - Criacao do Abrupto;
3 - Extincao da Coluna Infame;
4 - Micro-causa para os estudos da TGV e OTA;
5 - Biltre vai ao Mundial atraves de movimento impulsionado pela blogosfera;

Nota: acontecimento honorifico: JCD contiua por ai...


Sábado, Fevereiro 18, 2006

Adeus


E até ao nosso regresso: Estamos na próxima semana em Sankt Moritz. Orgulhosamente capitalistas.




Este blog não termina por aqui.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

A minha opinião


"They want to test our feelings," protester Mawli Abdul Qahar Abu Israra told the BBC.

"They want to know whether Muslims are extremists or not. Death to them and to their newspapers," he said.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Descomprimir do dia duro...


"O povo votou e expressou a sua vontade". Mário Soares

Não, dr. Soares, não. Permita-me a correcção:
Os eleitores portugueses votaram e expressaram as suas vontades.

É que faz toda a diferença.

Pintoff (http://oinsurgente.blogspot.com

A todos


Os que dizem que Cavaco não é popular, uma nota:

Em 2001, Sampaio ganhou com 27,5% dos inscritos.
Em 2005,o PS com 29,3% dos inscritos.

Waldorf (http://marretas.blogspot.com)



Cavaco ganhou com cerca de 31% dos inscritos. E juntou mais votos que o PS nas recentes eleicões legislativas. Embora não goste de comparar o incomparavel, são factos.

Que grande reportagem!


O próprio reconhece esse «cansaço» dos portugueses, em relação à sua pessoa, numa entrevista concedida a Carlos Vaz Marques, da TSF, o ano passado, por ocasião do lançamento do segundo volume da sua Autobiografia Política. «Temos de ter a sabedoria de, quando passa um certo tempo, nos retirarmos da política. Porque o que o eleitorado começa a valorizar, acima de tudo, é a palavra mudança», diz.

Domingo, Janeiro 22, 2006

Eu me confesso.


http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=328467


E a todos os incautos recomendo esta leitura. Do príncipio ao fim.

Sábado, Dezembro 10, 2005

Pequeno contributo


Para a concórdia: Deixo um alemão e um polaco a falarem longamente.

As feridas já sararam... Discutem informática.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Nada Surf.


Trying the way back to my nineties.


Nota: As únicas palavras em toda a minha vida que fizeram sentido eram 10. 2 num título. 1 palavra podia ser decomposta em 3, ligadas por hífen. Perfazia 12, portanto. 43 letras. Mais dois hífens. 46 caracteres se contarmos com o ponto final, 54 contando os espacos. Apenas Deus sabe o quanto significaram. Na vida, as coisas mais importantes encontram-se entre o vácuo.

Quarta-feira, Novembro 30, 2005

Ele há dias...


...em que o insulto gratuito anda na ponta da língua. Em que apetece dizer nomes muito feios. Soltar um vernáculo poderoso que remexa as entranhas de quem o merece ouvir.

Obviamente, o julgamento parte de mim. Sabendo-me falível, abstenho-me de concretizar os pensamentos indefectíveis sobre o carácter.

Mas que está por aqui a vontade, está. É que já nem me importa o berro silencioso que me apetecia mandar...

Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Reposnsabilidade civil


Adenda
Paulo Pedroso tem obviamente direito a ser indemnizado pelos elevados prejuízos que lhe foram causados em toda esta ordália. Dada a culpa grosseira -- para não falar em dolo -- do Ministério Público e demais intervenientes neste processo, devem ser eles, e não o Estado, a suportar pessoalmente essa reparação financeira. A sua irresponsabilidade funcional e profissional não deve ser premiada pela irresponsabilidade civil...



Creio que deve ser José Sócrates, Vital Moreira, e os demais defensores da construcão do aeroporto da Ota a suportar pessoalmente a reparacão financeira do povo português pela irresponsabilidade funcional, profissional e civil que representa tal investimento.


Parabéns a Vital Moreira, por finalmente abracar as causas liberais!

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Amén!


Cada molécula de CO2 que evitarmos enviar agora por conta de medidas como as de Kyoto, é bom que se perceba, é desinvestimento que se faz noutras áreas importantes para a manutenção do equilibrio ecológico e a protecção dos valores naturais do planeta tal como o recebemos. É esta realidade que os demagogos kyoteanos anti-capitalistas omitem. Não porque sejam mentirosos ou mal intencionados (graças a deus, de boas intenções estão todos a vomitar), mas apenas porque não sabem. E não sabem porque não percebem. Não percebem porque não se interessam. Não se interessam porque vivem cegos nesta bolha merdosa que é o seu mundo imaginado de defesa de uma certa ideia de Esquerda absolutamente comatosa e putrefacta, unicamente constituida de posições avulsas reactivas a uma certa ideia de Capitalismo que odeiam, com e sem razão, independentemente de conseguirem ou não articular algo de novo e practicável.


Suponho que o biltre se esteja a preparar para fazer um livro. Ou se calhar apagou mesmo os textos que já escreveu. Apagar, apagar. Apagar mesmo.

Por isso é que tenho de fazer aqui uma colectânea das melhores pérolas.

Com os argumentos do João Miranda, e com a capacidade de insulto do maradona, chegaremos lá! Chegamos, chegamos.

E porque nunca é demais realcar:

Não se interessam porque vivem cegos nesta bolha merdosa que é o seu mundo imaginado de defesa de uma certa ideia de Esquerda absolutamente comatosa e putrefacta, unicamente constituida de posições avulsas reactivas a uma certa ideia de Capitalismo que odeiam, com e sem razão, independentemente de conseguirem ou não articular algo de novo e practicável.


Só mais uma vez:

o seu mundo imaginado de defesa de uma certa ideia de Esquerda absolutamente comatosa e putrefacta



Isto, meus amigos é poesia!!

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Sobre fogos.


Afinal... tanto pânico, tanta rebaldaria, tanta indignacão?

Onde estão agora?

Quarta-feira, Setembro 21, 2005

If it works


Sobre a discussão dos problemas de Kyoto, ambientais, do preco do petróleo, liberalismo, iniciativa privada e iniciativa pública.

E sobre a concretizacão de utopias, ou transicões... Serão as coisas simples que poderão mudar o mundo???


Gosto do Bill Gates, embora us Linux, e espero sinceramente que este senhor se torne o mais rico do mundo... Não me incomoda nada que ele seja muito mais rico do que qualquer comum mortal.


Altamente recomendável, este artigo.

Terça-feira, Setembro 20, 2005

Frio Siberiano


L'école du Lignon a fermé
Parrainage

Publié le 20 septembre 2005

Les classes de l'école du Lignon, dont la température ne s'élève pas à plus de 15 degrés, ont fermé. 450 élèves d'enfantine et de primaire ont ainsi pu quitter les bancs sibériens de l'école et regagner leurs chaleureux domiciles, la municipalité n'ayant pour l'instant pas jugé utile d'enclencher les radiateurs. La réouverture de l'école cet après-midi dépend de la bise, qui pour l'instant n'a pas l'air de faiblir. Une permanence a été organisée pour les enfants dont les parents ne sont pas à la maison. (fk/tdg.ch)

Domingo, Setembro 18, 2005

Alemanha.


Graças a uma campanha curta e intensa e a tudo a que está em jogo neste sufrágio os alemães deverão participar massivamente nas eleições estando prevista uma taxa de participação superior aos 82, 2 por cento de 1998, ano em que Schroeder chegou ao poder


Joga-se o futuro do motor da Europa... estofos e carrocaria sao apenas faits-divers...